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Um sem fim de peixes nacionais, alguns deles quase extintos, e exemplares mais exóticos, oriundos da bacia amazónica e dos lagos africanos, "povoam" o Fluviário de Mora (Évora), equipamento inaugurado esta quarta-feira e que abre portas ao público no dia seguinte.
O Fluviário de Mora é o único na Europa e o terceiro espaço do género a nível mundial, fruto de uma parceria entre o município e o Oceanário de Lisboa, com a colaboração do ICN e do Departamento de Biologia da Universidade de Évora,
Apostado em mostrar todas as espécies de peixes de água doce e os habitats naturais (aquáticos e terrestres) dos rios portugueses, o Fluviário está situado no Parque do Gameiro, a alguns quilómetros da sede de concelho.
No total, o Fluviário vai apresentar 73 espécies animais, contando, além dos peixes, com dois casais de lontras asiáticas como únicos mamíferos, rãs, cágados e uma anaconda.
 Uma lontra no Fluviário de Mora, um aquário que abriga diversos habitats de água doce
No espaço que recria o percurso de um rio português, desde a nascente até à foz, aqui vai ser possível ver exemplares de bordalos, gambúzias, pardelhas, chanchitos, verdemãs, percas-sol, bogas, trutas, enguias, carpas, pimpões, achigãs e lúcios, entre muitos outros.
O Fluviário pretende também contribuir para a preservação, reprodução e reintrodução em habitat natural de algumas espécies ameaçadas, em perigo ou mesmo extintas, como é o caso do esturjão.
O estatuto de conservação de cada espécie, a par da sua distribuição geográfica e de outros dados científicos, consta da sinalética colocada por cima de cada aquário, mais uma vez para «sensibilizar os visitantes para os perigos que os rios enfrentam».
Apesar dos peixes de água doce serem "reis e senhores" da exposição, nos aquários que ilustram a foz do rio, os visitantes podem também apreciar algumas espécies de água salgada, como as tainhas, douradas e, escondidas na areia, só a mostrar os olhos, várias raias.
Uma outra secção do Fluviário é destinada a exemplares de outros sistemas aquíferos, da bacia amazónica e dos lagos africanos, podendo os visitantes "surpreender-se", em pleno Alentejo, com essas espécies mais exóticas.
Pacu-negros, aruanâs prateados, peixes-gato, peixes-azul cauda de lira, bichir-cinzentos (enguias dinossauro), peixes-tromba de elefante, ciclídios-de-thomas e ciclídios-limão são alguns desses habitantes, com nomes sugestivos, não faltando mesmo as piranhas vermelhas.
Segundo Vitor Marques, presidente do conselho de administração do Fluviário, são esperados anualmente cerca de 200 mil visitantes, quase metade dos quais espanhóis dada a proximidade coma fronteira.
O equipamento inclui ainda um restaurante, galeria multimédia, sala de exposições temporárias, biblioteca e laboratório.
O espaço, que só abre ao público na quinta-feira, está já também a ter uma forte adesão por parte das escolas para marcação de visitas.


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