
Igreja Matriz
A Igreja Matriz de Cabeção foi primitivamente dedicada a Santa Maria, depois a Nossa senhora da Conceição e, finalmente, a Nossa Senhora da Purificação. Já existia em 1279 e assentava numa Quinta doada a D. Constança, filha natural do rei D. Dinis.
A igreja tal como hoje existe, não é já o templo reedificado do século XVI, ( a primitiva ruíra ) sofreu ao longo dos seguintes séculos várias remodelações que lhe retiraram o carácter quinhentista. Nesta igreja predominam as marcas de finais do século XVII, com destaque para a capela do Senhor dos Passos, em talha, que remonta ao tempo da rainha D. Maria I.
Descrição: “ (...) O templo que chegou ao nosso tempo, depois dos destroços do terramoto de 1755, reedificado em vasto adro pavimentado com pedrinhas marmóreas no ponto dominante da vila (...) é orientado para Ocidente, tem frontão cortado e porta marmórea, de empena circular e axialmente, vasta tabela envieirada com a cruz de Avis, da qual a Ordem era priorado remotissímo.Vergas e lintel emoldurados, no gosto rococó, da época final do reinado de D. José.
A torre, reerguida na banda meridional, é de secção quadrada, nos seus olhais dependuram-se três sinos de bronze fundido.
O interior da igreja , que é de planta rectangular, coberto por tecto de meio canhão, divide-se em três tramos de capelas metidas em arcos redondos, de alvenaria, onde se anichavam os altares antigos (...)
O santuário do Senhor Jesus dos Passos, que se segue ao baptistério, de profunda devoção local, é obra dos derradeiros anos do século XVIII e o mais aparatoso do templo, sendo totalmente composto por forramento de talha dourada. De tecto redondo e do estilo de transição rococó- neoclássico, dominam nele as tabelas geometrizantes, emolduradas, sanefas, anjos, os quatro Envangelistas, polícromos e a Exaltação da Sagrada Eucaristia.
Espanca, Túlio, Inventário Artístico de Portugal- Distrito de Évora, Lisboa, Academia Nacional de Belas- Artes, 1975.
Contexto: Dedicada inicialmente a Santa Maria, mais tarde, a Nossa Senhora da Purificação, já existia em 1279, com assento numa Quinta da Ordem de Avis, que havia sido doada a D. Constança, filha natural do rei D.Dinis.
Por volta de 1530 foi restaurada: no ano de1534 recebeu a visitação do padre Luís Álvares de Proença, como delegado do Bispo-Infante D.Afonso, filho de D. Manuel I.
Em 1608 o prior- mor de S.Bento de Avis, fr. Lopes de Sequeira, fez-lhe obras de benefeciação.
Era paróquia de poucas rendas e, certamente, edifício de pobre arquitectura gótica, anexo a Santa Maria da Orada.
O terramoto de 1 de Novembro de 1755 provocou estragos consideráveis e o desaparecimento da maioria das caracteristícas arquitectónicas que o precederam.
Por fim, os arranjos estruturais datados da década de cinquenta, da nossa época, conferiram-lhe o seu aspecto actual.






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