
Núcleo primitivo da vila
Cabeção, sendo uma das freguesias do concelho de Mora, possui uma população predominantemente rural, consequência da economia desta região se desenvolver com base na agricultura. Aliás, terá sido esse um dos factores que permitiu a conservação arquitectónica do núcleo primitivo desta vila; designado pela população como a zona do
“ Castelo “ este núcleo organiza- se a partir do Largo do Pelourinho e dos antigos Paços do Concelho, dando origem a uma malha com um certo grau de homogeneidade.
Nesta malha tem- se verificado ao longo dos séculos, a substituição de alguns edifícios antigos por outros de épocas mais recentes e, em geral, com maior número de pisos, mas sem que se tenham produzido grandes transformações na estrutura dos espaços urbanos.
Descrição: “ (...) Na encosta do cabeço que domina a povoação e reclinado na Rua 1º de Dezembro, com frente para o lado sul, subsiste o mais arcaico e pitoresco núcleo de casario civil, típico da região, construído em elevado jorramento roqueiro de escalinata e frontarias de chaminés ressaltadas ou rompentes dos telhados, fortemente revestidas de caio encarquilhado de velhice. Algumas casas- nº 49 a 57 –podem remontar ao século XVI. (...) “
Espanca, Túlio, Inventário Artístico de Portugal- Distrito de Évora, Lisboa, Academia Nacional de Belas- Artes, 1975. Contexto: Embora de certa antiguidade e fundada pela Ordem de Avis, a povoação de Cabeção apenas teve a dignidade de foral em 1578, o que lhe concedeu a categoria de vila. Sendo uma das freguesias de Mora, um concelho maioritariamente rural, a conservação do núcleo deve-se precisamente a esse facto. |