
Ermida de S. António
Já existente no ano de 1708, o exame da sua arquitectura demonstra que, inicialmente, a igreja era apenas constituída pela rotunda cilíndrica, hoje capela- mor, mas terá sido aumentada em finais desse mesmo século. Adulterada no século XIX o edifício chegou ao nosso tempo bastante maltratado e com alguma ru´na mas em 1966, a expensas do comendador da altura, nova campanha de obras devolve a dignidade ancestral ao termplo.
Descrição: “ (...) Dispõe-se na linha noroeste, com frente singela, de alvenaria, frontão triangular e luneta redonda, sobrepujada por moderno campanário de volutas com enrolamento. Angularmente, cunhais abraçados de botaréus inclinados: portada vulgar , sobre degraus de pedra.
O presbitério, de secção redonda, é encimado por cúpula de meia laranja, de características seiscentistas.
Defrontando a fachada da nave, subsiste uma velha habitação civil, de chaminé de prumada e volumoso portão rústico, sobrepujado de pináculos piramidais, agudos.
No interior (...) a cobertura da nave é de meio canhão, de três tramos divididos por arcos moldurados, com arestas vivas, caiadas de branco. A capela- mor mais elevada e de arco triunfal redondo e colorido (...) tem retábulo (...) do estilo rococó (...) mesa de altar, em forma de urna, igualmente revestida de ornatos do mesmo estilo. (...)”
Espanca, Túlio, Inventário Artístico de Portugal- Distrito de Évora, Lisboa, Academia Nacional de Belas- Artes, 1975.
Contexto: O exame da sua arquitectura parece demonstrar que, inicialmente o templo era apenas constituído pela rotunda cilíndrica, hoje capela- mor e aumentada posteriormente, talvez depois de 1755, data fatal para todos os imóveis da vila, que muito sofreu com o grande terramoto de 1 de Novembro, que quase arrasou Lisboa.
Adulterada em finais do século XIX, chegou ao nosso tempo bastante maltratada e com alguma ruína, felizmente corrigida no ano de 1966, a expensas do Comendador João Lopes Aleixo.
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