Poesia dedicada a Páz
I
O mundo não pode estar Sobre a ameaça da guerra Milhões de vozes no ar Reclamando a Páz na terra
II
Com a minha pena escrevi Palavra que me satisfaz Olhei o papel e li A linda palavra Páz
III
Três letras que valem a pena Tê-las no meu pensamento Fazem palavra pequena Mas grande no sentimento
IV
A guerra os povos martirisa Trás a dor e a agonia Por isso a Páz é tão precisa Como o pão de cada dia
V
Vi uma criança a correr Preguntei-lhe aonde váz Vi então que foi escrever A bela palavra Páz
VI
Nisto chegou um velhinho E pregunta quem escreveu Com uma vóz de mancinho A criança diz fui eu
VII
Quem foi o teu professor Que te ensinou a escrever Essa palavra de amor Fui por ela combater
VIII
Diz o velhinho á criança Na guerra tanto passei Deves na Páz ter esperança Foi por ela que lutei
IX
Criança com a tua arte Com a tua pena na mão Vai escrever por toda a parte Sim á Páz e guerra não
X
Criança tu vai-chamar Um amigo e companheiro Que juntos irão lutar Pela Páz no mundo inteiro
XI
A criança respondeu Por todo o lado eu irei E fazerem como eu Pela Páz tudo darei
XII
Que não se pare um só segundo Na luta pela liberdade Para que haja Páz no mundo E o bem-estar na humanidade
Simão Pinto De Oliveira |